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Embora...

Desenho de Luiza Maciel Nogueira
Escreveria pela sua força.
Por saber que vai ler e por querer que não leia.
Somente para ser do contra.
Contra o seu poder sobre tudo que sou, e nem sei o que é.
Não saberia se te tocar só com palavras seria suficiente.
É melhor tocar com o toque de uma rosa enquanto beijo seus lábios.
Quanto mel, quanto açúcar numa só declaração que nem deveria ser doce.
Não te quero, mas mesmo assim espero te encontrar. Por quê!?

Esperança. Aquela que não morre. Ficou presa na caixa com Pandora.
Na hora que ia embora, a menina se prendeu.
Perdeu-se no limbo do Olimpo e foi pro fim do mundo.
Agora, ela vive em todos nós, parte desassociável do Eu.
Pregada na cruz e impedida pelo fio da espada, é a lei una.
Nossa sina só se separa com o fim dessa trama entravada.
Vida que não se perde e se agarra nas esperanças que não se realizaram.
Nem irão. Não se sabe. Nem se quer saber.

E para que os pronomes próprios se resguardem do páreo, minto.
Esqueço suas características mais marcantes e te torno ser comum.
Impossibilito qualquer ligação de carinho ou de assunto.
Seguimos nossos caminhos sem nenhum contato imediato.
O "bom dia" de sempre, "Como vai? Bem obrigado".
E deixo as lágrimas que não secaram guardadas no coração.
Não pra me lembrar de ti, nem dos seus segredos que compartilhamos.
Mas para me esquecer de te esquecer, e não abrir novamente as feridas que cicatrizaram depois de tantos pontos soltos pelos caminhos da nossa história. Que não acaba e nem vigora.
Agora, resta esperar pela nova aurora.
Quem sabe, eu te encontro e te deixo ir?
Já sei. Te encontro sim, mas dessa vez, te mando embora!

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