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Onde vivem os monstros...

"Eu posso lhe mostrar seu reino. Isto é tudo seu, você é o dono deste mundo. Tudo que você vê é seu. Menos o buraco, aquele buraco é do Ira, quer dizer, a árvore é sua, mas o buraco é do Ira. Mas todo o resto é seu! Menos a pedra ali, ela não é sua, a pedra pequena perto da pedra grande, mas tudo mais no reino é seu. Menos o graveto, aquele gravetinho ali não é seu."

Hoje eu reassisti "Onde vivem os monstros" (Where the wild things are) e me encantei mais uma vez com o universo fantástico das crianças e suas personalidades. Apesar da melancolia do filme, acredito que seja uma mensagem real de que todos nós somos um pouco solitários e precisamos de companhia. Além de haver uma fera dentro de cada um de nós, que é violenta, que é absurda e que precisa sair do corpo de vez em quando, para então voltarmos à realidade e continuar a nossa caminhada sem ferir mais ninguém.

No mundo das crianças tudo acontece muito rápido, não só na imaginação e nas brincadeiras, mas no intervalo da escola, quando em 20 minutos as crianças são capazes de jogar bola, brigar por causa do jogo, desfazer a amizade "para sempre" e logo depois, quando bate o sinal para voltar pra sala, voltar a ser amigos novamente e sem ressentimentos. Porém, quando uma criança sente-se ameaçada e está com ciúmes, especialmente de sua mãe, pode tornar-se uma fera e ter um verdadeiro ataque de nervos. Isso é natural e acontece com o garoto Max, o protagonista do filme.

Max é um garoto solitário, que vive com a mãe Connie e a irmã mais velha Claire. A mãe se divorciou e trabalha o tempo todo para poder cuidar dos filhos, e a irmã adolescente não quer saber do irmão mais novo e cheio da mais viva imaginação infantil. Por isso na maioria do tempo Max brinca sozinho. Mas quando vê a mãe namorando, a irmã saindo com os amigos e ele sozinho no quarto sem ninguém, demanda atenção da mãe e depois de uma cena de ciúmes na cozinha, morde a mãe e foge de casa. Ele corre por um bosque e encontra um barco ancorado na água. Daí a aventura começa, pois Max navega até uma ilha onde encontra Carol, Ira, Judith, Douglas, Alexander, KW e o Touro e depois de tentarem comê-lo, Max os convence que é um grande guerreiro e que é um rei! Então os monstros entregam um cetro e uma coroa e nomeiam-no seu Rei.

Max que agora é o Rei da ilha, liga os monstros e os faz ficarem juntos e felizes novamente, mas tudo por um curto espaço de tempo, já que cada um deles tem uma personalidade forte, mas infantil. Especialmente Carol, que é apaixonado por KW, mas que não sabe expressar os sentimentos, tornando-se muito violento de vez em quando. Então os conflitos começam e eles descobrem juntos que "nem sempre Felicidade é o jeito de ser feliz".

Assista ao filme e encontre você mesmo a moral da história, relembre como era ser criança e tenha sempre em mente que as crianças são os seres mais próximos da natureza selvagem e que racionalizam pouco, por serem mais facilmente levados pelas emoções. Rever este filme me mostrou e relembrou o lado da criança que quer sempre estar junto de quem ama. Toda criança tem a necessidade de sentir-se amada e quer chamar atenção das pessoas que são importantes para ela. Não há nada que a criança valorize mais que seus brinquedos e sua família. Pena que a juventude nos faça perder esse conceito, mas levamos sempre conosco a criança que fomos um dia, por isso é sempre bom revivê-la e brincar mais uma vez com a imaginação.

Se você ainda não ouviu, nem assistiu o filme, fica a trilha sonora para instigar ainda mas sua imaginação e trazer de volta a criança que existe dentro de você! Aproveite e desfrute! `^^´

Um comentário :

  1. Filme simplesmente fantástico. O mundo da infância retratada no livro de Maurice Sendak é incrível. E a adaptação de sua obra não deixa por menos. Tanto o livro como o filme merecem ser vistos. Ambos são encantadores para crianças e adultos.

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