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Príncipe...

Aqui...
Eu estava preparado para encontrar uma pessoa que conheci na internet. Sempre têm as várias fases do friozinho na barriga. Primeiro a gente nunca sabe se a pessoa vai aparecer mesmo ou se estava só querendo brincar, zoar. Daí se a pessoa vem mesmo, será que ela é igual as fotos que trocamos? E o medo! Medo mesmo a gente tem de ser bonito de verdade e não saber como agir, ficar hipnotizado. Mas mais medo ainda dá se a pessoa quiser um encontro mais íntimo logo no primeiro encontro. E se for um psicopata que sequestra e abusa dos corações solitários? O meu coração já não sabe mais o que fazer sozinho, fica o dia inteiro fazendo cruzadinhas para passar o tempo.

Vamos lá, marcamos num barzinho bem movimentado e conceituado da cidade. Era dia de banda ao vivo, então a casa estava cheia. 19:30 que nunca chegavam, e eu que cheguei mais cedo pra não ter problemas com atraso (e para conseguir um bom lugar) fico como? Já tomei uma caipirinha e não tenho mais do que sorrisos amarelos para segurar uma mesa que não consome num bom lugar do bar. O garçom passa olhando severamente, e eu sorrio, acenando - Ele já vem! - vermelho de vergonha.

E não é que ele também chegou um pouco mais cedo? Me sorriu um sorriso de surpresa e encanto, disse um oi tímido num abraço apertado sem deixar o sorriso de lado, quando sentou mais perto de mim e me deixou sem palavras, sem ar, quase sem batimentos cardíacos. Ele é um príncipe! Dava pra ver só no jeito de andar, no olhar. Que olhar tranquilo e bonito. Não era um modelo de capa de revista, tinha uma barriguinha singular, mas a simpatia me ganhou sem nem tentar. Um minuto de silêncio, uma pausa pra reganhar o folego depois daquele abraço e me recompor.

Conversamos bastante, bebemos e cantamos juntos. As músicas da banda pareciam escolhidas para fazer da noite um espetáculo à parte, e quando tocou Grand Hotel, cantamos à plenos pulmões, deixando de lado o passado que não mais importa. No final, ele sugeriu uma música à banda. Não sabíamos se eles iriam tocar. Conversa vai, caipirinhas e whiskies vem, e ele me deixou leve, sereno e perdido em olhares firmes com palavras doces.

Uma noite agradável e logo depois ele me deixou em casa, fez questão. Depois que se foi, eu fiquei um minuto a mais depois de fechar a porta tentando entender que a noite foi real. E foi real. A noite, ele, nós dois de mãos dadas no carro, todos esses clichês que todo mundo adora, mas que gosta mais ainda de tirar sarro dos amigos.
A música que ele pediu a banda não pode tocar. Mas eu não me canso de ouvir...

"Aqui...
eu nunca disse que iria ser
a pessoa certa pra você
mas sou eu quem te adora..."

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