Escolha uma palavra e deixe o Umikizu falar sobre isso...

Está tudo na sua cabeça...

Primeiro, me colocou de joelhos, só de cueca, de costas pra ele. Ouvi seus passos indo até o fundo da sala, pegou alguma coisa em uma prateleira e voltou a ficar em pé atrás de mim. Pediu que, sem olhar para trás, estendesse minha mão. Coloquei a mão para trás, e ele corrigiu minha postura, colocando-a ao lado do meu ombro esquerdo. Fiquei imóvel.
Passou o objeto que havia pego pela minha nuca, pelo meu ombro, e não pude me conter, ao olhar, vi que era um chicote. Enquanto meu corpo tremia, ele continuou a passar o chicote pelo ombro, percorrendo devagar o meu braço, até chegar na palma da minha mão e então tirá-lo de mim. Cada segundo era uma tortura. E o açoite foi como uma batida de palma.

- Doeu?
Fiz que não com a cabeça. Aliviado, mas sem saber o que me aguardava.
- Veja, está tudo na sua cabeça.
Pegou-me pela mão e me beijou.

Nunca uma chicotada doeu tanto. Nunca fui chicoteado e tinha medo do que não sabia.
Tinha medo do desconhecido, mas não dele.
Era ele o estranho, de quem não sabia nem o nome, mesmo assim, dele não tinha medo.
Tinha medo do que não sabia, porém a curiosidade me fascinava.
Fascinado, dobrei meus joelhos perto da porta e implorei por piedade.
Doeu mais o beijo que a chicotada. Marcou mais o medo que o doce da boca.

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