Escolha uma palavra e deixe o Umikizu falar sobre isso...

O bichinho...

Fortuna - Gravura do séc. XVI
Artista desconhecido.
Deixou-me de vez e não sei pra onde foi
Esquecer dele eu não vou, mas agora...
Amar não me passa nem pela cabeça.
Caiu no chão e quebrou-se, o anel, você
Tudo foi-se partindo, estilhaçando...

E não estou sozinho, estou comigo.
Não consigo fazer bem o seu papel
ficar junto dos outros, manter o social
isso também acabou, sem nenhum dó.
Eu estou sozinho, prefiro-me assim.

Não estou aguentando nada diferente,
me sinto vazio e pensativo eternamente,
e as pessoas tem necessidades, desejos
que eu não posso resolver, ajudar, não.
Eu estou preso dentro de mim mesmo.

Tão sozinho e quieto que ele também...
ele também me deixou, foi-se além.
É que eu não podia mais lutar e ele,
bem, ele me fazia ir atrás de alguém,
e esse alguém me fazia ainda mais só.

Com ele eu ia em frente a todo custo,
não havia bloqueio, ou receio; medo?
Nah. Ele me alimentava e me fazia bem,
mas quando machucamos demais, dói.
E a gente perde o medo de não doer mais.

Não há dor para nos recompensar nada,
menos ainda o sofrimento de tentar,
tentar, tentar, frustrar-se, mas tentar ainda.
Tentar e não conseguir, sem se frustrar.
Apenas aceitando que nem sempre...

Nem sempre a esperança está certa.

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Comente. Há um mar de pensamentos e você pode pescar um peixe que ninguém mais conhece. Assim são as palavras no mar do Umikizu!