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Loucura da Paixão...

Aos poucos amadurecemos e todo o tempo, descobrimos algo bom em ter experiência. A gente assiste, como num flash back, alguém passando pela mesma situação, mesmo acontecimento, mas com reações e aprendizados diferentes. E você percebe pela observação de longe, que aprendeu mesmo a lidar com aquilo, que cada um tem o seu tempo e sua forma de aprender e que todas são válidas.
Isso se repete, diversas vezes. De maneiras cada vez mais diferentes e você aprende com cada uma delas. Você aprende mesmo é a aprender. Deixa de se surpreender demais com algumas pessoas, não se entusiasma tanto com novidades, especialmente não se deixa tomar louca e cegamente pela paixão.


O romance acontece para os outros. Acontece a sua volta, mas você prefere a companhia dos amigos, dos livros, das coisas que te fazem bem pra sempre, de verdade. Você vê o romance do amigo terminando, você assiste casamentos acabando, e o romance estudantil que nunca morre, ainda persiste e capta em suas garras até pessoas mais experientes que você. Um amigo de longa data, morre de amores por meninas que não são suas, com uma mulher, filhos e toda sorte de certezas em casa. Mas o desejo e a paixão ainda gritam na sua orelha. Eu assisto essas cenas e ele me pede ajuda, só repito as respostas que ele já sabe, mas mesmo assim ele quer seguir em frente com a aventura juvenil, enquanto eu vejo seu coração em pedaços e uma vida toda andando pela corda bamba.

São as emoções e as incertezas da vida que deixam tudo mais interessante, pelo menos é o que me dizem os que se aventuram pelas sombras e se deixam inebriar pelo doce e delirante cheiro da aventura. Viver no limite! Não, não me agrada mais. Das incertezas da vida, já me basta não saber onde eu vou estar amanhã, ou onde vou trabalhar, com quem, como. No mais, as pessoas tem se tornado bem previsíveis. Das 7 bilhões de pessoas no mundo, esbarramos sempre com as mesmas e sempre com o mesmo papo.

É duro se encontrar sempre com as mesmas pessoas, pois assim você reconhece a distância sempre crescente entre vocês. Encontrar um amigo que não via a algum tempo, reconhecer nele o mesmo buraco que existe em você e saber que você não pode fazer nada, porque você não cabe mais ali, é um tanto desolador. Tão pequeninhos eles estão. Tão iguais, enquanto você andou milhas e continua aqui. Sem caber em ninguém, sem que te preencham também.
O romance que preenche os dois são diferentes. Um pretende e o outro entende. Um quer ver quem cabe, o outro quer aprender a preencher espaços diferentes. Um é um buraco endurecido e permanente. O outro deixa um espaço reservado, mesmo sabendo ser autossuficiente.

Acredito que é nessas horas que a gente aprende que as emoções e as incertezas da vida são realmente alegres, pois te distraem das diferenças. No fundo, todos somos loucos pelo mistério de deixar os momentos te guiarem e que te levem de quem você é, de onde você está, que aquela sombra te carregue por um tempo, quando seus pés estão cansados de caminhar. É assim que é a humanidade. Flutuar de vez em quando, pela leveza que a loucura da paixão nos dá de vez em quando...

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