Escolha uma palavra e deixe o Umikizu falar sobre isso...

Guerreiro de casa...

Algumas vezes, dá uma agonia...
As paredes sujas se destacam, as manchas te machucam, como se você você o responsável por elas, como se você fosse responsável pelo tempo que elas estão de pé. Não fui eu quem te construiu, lugar que habito, mas é aqui onde eu sofro. Sofro contigo pela nossa impotência. Cumprimos os dois nosso tempo de prisão, um abriga o outro, um não liga a mínima. O outro, ninguém liga pra ele.

De vez em quando o sol bate.
Ilumina a cor real das paredes sujas. Elas já foram puras, já tiveram também outras cores, recobertas, mas que ainda estão lá, da pra ver nas rachaduras. Coitada, nem teve escolha porque não foi questionada, mas quando o sol bate, há esperança nas suas cores manchadas. Só que o sol está lá fora e ele está aqui dentro...

Acredite, não é uma lamúria não.
Os patamares e as paredes, todas elas e todos eles são apenas um desabafo. Não quereria incomodar, mesmo se precisasse muito de sua ajuda, pois é assim que as coisas acontecem por aqui, são feitas por cada um sozinho, de forma autônoma, da forma que der. E sempre deu. Agora também vai dar.

É que, às vezes, faz bem desopilar.
Deixar as manchas vazarem, como quando chove. Deixar os poros limpos, como quando a gente sua de calor e de tanto correr atrás do prejuízo. Deixar também as lágrimas correrem, como quando chove lá fora e também aqui dentro.

Hoje chove. Amanhã fará sol.
Hoje eu não caibo mais e amanhã ele que não me cabe, mas não me deixa, passará desapercebido de novo pelo mundo inteiro. Minha companhia.
Meu guerreiro.


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