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A carência da humanidade é de caminho...

Imagem Pixabay - CreativeCommons
É mais fácil brigar que conciliar. Muito mais fácil matar que recuperar. Sacrificar que cuidar. Por esse motivo estamos frágeis e carentes. Cada um por si em um mundo de velocidade, ganância e impessoalidade. Não podia ser diferente: gritamos nas redes sociais nossos dramas e pesares, deixando claro que perdemos a esperança na humanidade, porém num vídeo de uma pessoa socorrendo um cachorro que caiu em um rio, a esperança é restaurada, por minutos, para perder-se novamente na próxima postagem ou notícia, que mostra um pouco mais da realidade que escolhem nos contar. Com o olhar voltado para as telas e jornais, nossa visão perdeu-se do cotidiano, do nosso bairro e cidade. Agora é global e se o que nos mostram vai mal, assumimos que nossa comunidade está igual, afinal o mundo agora é um grande bairro, só olhar no perfil do facelivro do "vizinho" ali na Itália que sabemos o que se passa por lá.

Ansiedade e carência causam a falta de esperança generalizada, aliada com a falta de espiritualidade verdadeira. As vidas são pautadas nas leis do comércio, supervisionadas pelas leis federais, mas no dia a dia vivemos numa terra sem leis. É a história que nos contam então é a história que é verdadeira, não é? É o que se fala aqui e acolá, lá na padaria, na academia, no parque, no café, nos jornais, até as crianças repetem as frases prontas. As preocupações gerais e as crises econômicas. Nunca se teve tanto dinheiro rodando no mundo, nunca faturamos tanto! Ainda assim, todos estamos em estado de alerta: não há dinheiro, tudo está caro demais, o planeta está em crise. Daqui pra frente sempre estará, não há esperança alguma, até que ! finalmente ! haja um vídeo de um super-homem salvando um animal de um rio, de um buraco, patinhos de um bueiro. Aí tudo fica bem e a esperança na humanidade é restaurada pelos poucos minutos que admiramos a coragem de alguns enquanto nos acovardamos em frente a uma tela luminosa.

Não há esperança se você não acreditar que ela existe. Nossa carência exige que cada ser humano seja cuidado integralmente por um outro, senão por mais pessoas. Com certeza é necessário mais que uma pessoa para cuidar de um ser. Os pais começam o trabalho e os professores terminam. São eles que formam e cuidam de cada ser humano, depois do período educacional, é cada um por si! Sim, não se engane, não fuja de seu destino. Somos aptos a cuidar de nossas próprias vidas, somos capazes e muito bem preparados, temos criação, temos educação, temos instrução e muitas fontes de informação e conhecimento. Temos quem nos guie por esse processo, mas... você se interessa por isso? Você se esforçou o suficiente para entender sua formação, dedicando-se a aprender o mínimo para se cuidar sozinho? Não? Dependente de cada um.

Quando pensamos num caminho espiritual que abdica de bens materiais (inconcebível nos moldes modernos, mas possível e muito recompensador) pensamos que este ser humano não lidará com dinheiro, não terá nada seu, não carregará mais que a roupa do corpo consigo. Engano bobo. Engano de entendimento. Nosso corpo é um bem material do qual não podemos abdicar até que a morte o leve de nós, a abdicação do material é o desapego do que é desnecessário, é o cuidado com o que é essencial. Nosso corpo é essencial e para que ele continue funcional e saudável é necessário cuidado, alimento, proteção e exercício para que não pare nem adoeça. O caminho espiritual e a espiritualidade não é tola, não pede o que você não pode dar, nem te coloca em riscos desnecessários. A única coisa que te pede é disciplina e que você seja sincero, honrado e respeitoso, antes de tudo, consigo mesmo.

Quando fizer algo, que seja algo bom, necessário e íntegro. Não quebrar o silêncio sem necessidade, não gastar demais, nem economizar demais, viver a vida completamente, sem que isso interfira em outras vidas. Entender o equilíbrio do mundo e seu papel para que ele continue. Pratique o bem. Honre sua palavra, com fé e com fervor. Não tenha medo de errar, assuma o erro e aprenda com ele. Ame.
Não é fácil. Não é difícil. Mais ainda: não é impossível. E não há necessidade de abdicação, caso não queira seguir uma vida completamente dedicada ao espírito, contanto que não se perca do seu espírito para viver por outros caminhos. A verdade não é uma só, o seu caminho não é como o do outro e não se deve impor caminhos por vontade, por luxo ou prazer e pelo simples fato de poder. Os caminhos escolhem quem caminha. Negar é sofrer. E não estamos aqui para sofrer, mas para aprender. Cultive a esperança, cuide da carência e aprenda a viver pela sua força. A recompensa é uma liberdade sincera que te levará onde precisa chegar. E quando equilibrada, nos leva para onde queremos ficar.

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